As mudanças no licenciamento VMware transformaram o modelo de cobrança da plataforma de virtualização: do licenciamento por CPU física — com a regra de 32 núcleos introduzida em 2020 — à migração definitiva para o modelo de assinatura após a aquisição pela Broadcom, concluída em 2023 por US$ 69 bilhões. Para empresas com ambientes virtualizados densos, essas mudanças exigem revisão de contratos, inventário de hardware e governança de SAM antes de cada renovação.
O que mudou no licenciamento VMware: linha do tempo
As mudanças no licenciamento VMware se concentram em três momentos: a cobrança por blocos de núcleos em 2020, o fim das licenças perpétuas após a compra pela Broadcom em 2023 e a reorganização do portfólio em 2024.
| Ano | Mudança | Impacto prático |
|---|---|---|
| 2020 | Licenciamento por CPU passa a considerar blocos de 32 núcleos | Licenças adicionais para CPUs acima de 32 núcleos |
| 2023 | Broadcom conclui a aquisição (US$ 69 bi) e encerra as licenças perpétuas | Migração obrigatória para o modelo de assinatura |
| 2024 | Venda da divisão EUC (Omnissa) e liberação gratuita do Workstation/Fusion Pro | Reorganização de portfólio e de acesso |
Por que a Broadcom mudou o licenciamento VMware
Em 2023, a Broadcom concluiu a aquisição da VMware por US$ 69 bilhões, uma das maiores transações de tecnologia da década. Em dezembro de 2023, a empresa encerrou a venda de licenças perpétuas e tornou a assinatura o único modelo disponível para produtos como o vSphere e o VMware Cloud Foundation. A transição para receita recorrente obriga as organizações a revisar contratos de licenciamento VMware, sobretudo em ambientes robustos baseados em VMware ESXi.
Na prática, a Broadcom consolidou dezenas de SKUs avulsas em poucos pacotes de assinatura, como o VMware Cloud Foundation (VCF) e o VMware vSphere Foundation (VVF). Para clientes que usavam apenas componentes isolados, o reempacotamento pode elevar o custo total e exige reavaliar o que de fato é consumido.
A regra dos 32 núcleos por CPU (2020)
A primeira grande mudança ocorreu em 2020, quando o licenciamento por CPU passou a exigir uma licença adicional para cada bloco de 32 núcleos. Em processadores com até 32 núcleos, nada mudava; acima desse limite, cada bloco subsequente demandava nova licença. Como AMD e Intel já ofereciam chips com 64 núcleos — e provedores como AWS, Google e Azure disponibilizam instâncias com 96 vCPUs —, o impacto sobre o custo em data centers de alta densidade foi imediato.
Mudanças nos produtos VMware em 2024
Em 2024, a Broadcom vendeu a divisão de Computação para Usuário Final (EUC) ao grupo KKR, que renomeou a unidade como Omnissa. No mesmo período, a empresa liberou gratuitamente, para uso pessoal, o VMware Workstation Pro e o Fusion Pro, ampliando o acesso de desenvolvedores às ferramentas de virtualização local.
Quais os impactos do novo licenciamento VMware para as empresas
O modelo de assinatura conecta diretamente decisões de hardware, data center e nuvem ao custo de licenciamento. Sem inventário confiável e disciplina de SAM, a empresa só descobre custos adicionais no momento da renovação. Ambientes de nuvem híbrida — incluindo VMware Cloud on AWS e Google Cloud VMware Engine — precisam ser dimensionados considerando o número de núcleos por host, sob risco de duplicar o custo de licenciamento.
Soluções como VMware vSAN e Cloud Foundation seguem sustentando alta disponibilidade e recuperação de desastres, enquanto o vSphere e o ESXi fornecem a base para cargas de trabalho intensivas, inclusive de inteligência artificial. A continuidade desses ambientes depende de planejar o licenciamento junto à arquitetura técnica, e não depois da migração.
Como planejar a renovação do licenciamento VMware com governança
A defesa mais eficaz contra surpresas de custo é tratar o licenciamento VMware como disciplina contínua de governança de ativos, e não como evento isolado de renovação. Um Centro de Excelência em Governança de Software e Nuvem (CCoE), apoiado por uma plataforma unificada, permite controlar ao mesmo tempo os custos do data center VMware e das nuvens públicas.
- Mapeie processadores, núcleos e hosts de cada ambiente.
- Revise contratos, suporte e direitos de uso vigentes.
- Avalie o impacto da nuvem híbrida no número de licenças.
- Conecte a arquitetura técnica à estratégia de licenciamento desde o início.
A 4MATT Tecnologia, ServiceNow Elite Partner no Brasil e reconhecida com o Technology Excellence Partner Award 2024–2025, apoia empresas na governança do licenciamento VMware com práticas de Gestão de Ativos de Software (SAM) e IT Asset Management (ITAM), reduzindo riscos e otimizando custos em ambientes híbridos.