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Most Recent Discovery no CMDB: por que essa métrica pode ser perigosa para o lifecycle de CI

Em muitos ambientes de CMDB no ServiceNow, o campo “Most Recent Discovery” acabou se tornando uma referência absoluta para decidir o destino de um Configuration Item (CI). O CI é frequentemente considerado desatualizado ou obsoleto quando a data é atingida.

Embora essa prática pareça simples e eficiente, ela ignora fatores técnicos e operacionais importantes. Usar apenas o Most Recent Discovery como critério para lifecycle pode gerar interpretações equivocadas e comprometer a confiabilidade da CMDB.

Na prática, essa métrica indica apenas a última vez que uma fonte automática de descoberta conseguiu coletar dados daquele CI, e não necessariamente se o ativo deixou de existir ou perdeu relevância operacional.

O que realmente significa “Most Recent Discovery”

O campo Most Recent Discovery mede o momento mais recente em que uma ferramenta de descoberta automática — como ServiceNow Discovery ou integrações externas — conseguiu coletar dados sobre um CI.

Isso significa que ele depende diretamente de fatores como:

  • Execução de jobs de discovery
  • Conectividade de rede
  • Credenciais de acesso
  • Cobertura das ferramentas de inventário
  • Funcionamento de integrações externas

Se qualquer um desses fatores falhar, o campo pode deixar de ser atualizado, mesmo que o CI continue ativo e operacional.

Quando “Most Recent Discovery” não representa descoberta real

Outro ponto pouco percebido é que nem todas as integrações usam esse campo da mesma forma.

Por exemplo, na integração Service Graph Connector for Microsoft SCCM (SG-SCCM), o campo Most Recent Discovery não indica quando o CI foi descoberto pela ferramenta de descoberta.

Na prática, ele registra a última vez que o dispositivo se comunicou com o Microsoft SCCM.

Isso cria um cenário em que:

  1. Um CI pode parecer “antigo” no CMDB
  2. Mesmo que continue sendo gerenciado pelo SCCM
  3. Ou continue ativo na infraestrutura

Além disso, CIs criados manualmente geralmente não possuem valor nesse campo, o que pode levar a interpretações incorretas de obsolescência.

Ambientes onde essa métrica pode gerar erros

Usar o Most Recent Discovery como único critério para lifecycle pode gerar problemas especialmente em ambientes modernos e dinâmicos.

Alguns exemplos incluem:

  • Ambientes de desenvolvimento e homologação
  • Workloads em cloud com ciclos intermitentes
  • Infraestrutura desligada temporariamente
  • Ativos isolados por mudanças de rede
  • Falhas momentâneas de credencial ou descoberta

Nesses cenários, um CI pode deixar de ser redescoberto por um período, mas isso não significa que ele deixou de existir ou perdeu relevância.

Impactos para Software Asset Management e Hardware Asset Management

Do ponto de vista de Software Asset Management (SAM) e Hardware Asset Management (HAM), o risco de interpretações equivocadas é ainda maior.

Um CI pode não ser redescoberto recentemente, mas ainda representar:

  • Um ativo financeiro em uso
  • Uma licença de software ativa
  • Um equipamento contratado ou alugado
  • Uma obrigação contratual com fornecedores

Se o lifecycle do CI for definido apenas com base no Most Recent Discovery, esses ativos podem ser considerados incorretamente como obsoletos ou inexistentes.

Isso pode gerar problemas de compliance, inventário e auditoria.

Lifecycle de CI deve ser orientado por processo

O gerenciamento adequado do lifecycle de Configuration Items deve ser baseado em processos de governança, e não em uma única métrica técnica.

Um lifecycle eficiente normalmente considera múltiplos fatores, como:

  1. Status operacional do ativo
  2. Relacionamentos com serviços e aplicações
  3. Informações de Asset Management
  4. Dados de descoberta automática
  5. Processos de mudança e desativação

Nesse contexto, Most Recent Discovery deve ser tratado como um indicador, e não como o critério final para determinar o estado de um CI.

A evolução para um lifecycle orientado a serviços

Uma abordagem mais madura para gestão de lifecycle é proposta pelo Common Service Data Model (CSDM).

Esse modelo incentiva uma visão orientada a serviços, onde os CIs são avaliados com base em seu papel dentro de serviços de negócio, dependências de infraestrutura e relacionamentos entre aplicações e plataformas.

Essa abordagem reduz a dependência de métricas isoladas e melhora a confiabilidade da CMDB como fonte de verdade para a organização.

Conclusão

O campo Most Recent Discovery é uma métrica útil para avaliar a atividade de descoberta de um CI, mas ele não deve ser usado isoladamente para determinar o lifecycle de ativos na CMDB.

Ambientes modernos de TI exigem uma abordagem mais completa, baseada em processos, governança de dados e contexto operacional.

Quando utilizado corretamente, o Most Recent Discovery se torna um indicador relevante dentro de um modelo mais amplo de gestão de CIs, especialmente quando alinhado a frameworks como o CSDM e a práticas maduras de gestão de ativos e serviços.

Artigo produzido por Bruno Ferreira, Diretor Técnico da 4MATT.

Bruno Ferreira

Bruno Ferreira iniciou sua a carreira profissional na área de Tecnologia da Informação em 2002. No mesmo ano ingressou no curso de Ciência da Computação. Desenvolveu seu skill técnico em tecnologias Microsoft entregando complexos projetos focados em serviço de diretório, mensageria e colaboração. Em 2012, passou a se dedicar exclusivamente a disciplina de gestão de ativos de software (SAM – Software Asset Management). Trabalhando há mais de 10 anos com o tema, está fortemente engajado em ajudar Clientes e Parceiros a alcançarem a governança de software on premises ou nuvem.

Possui certificações vigentes e reconhecidas pelos principais fabricantes de plataforma de gerenciamento de nuvem (CMP – Cloud Management Plataform) e SAM. Os treinamentos e certificação que realiza anualmente pela IAITAM – International Association of Information Technology Asset Managers o mantém atualizado e habilitado para gerenciar ativos de TI em organizações de todos os tamanhos e setores em todo o mundo.

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