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Fórum ITAM & CMDB +AI 2026 reuniu Bradesco, Globo, Vale e ServiceNow para debater governança de IA agêntica

Em 11/08/2026, em São Paulo, Bradesco, ServiceNow, Globo, Vale e Symbios debateram ITAM, CMDB e governança de IA agêntica em 7 apresentações.

agosto 13, 2026 4MATT Insights

O Fórum ITAM & CMDB + AI 2026 é o evento presencial promovido pela 4MATT, ServiceNow Elite Partner no Brasil, que reúne clientes, parceiros e especialistas para discutir como Gestão de Ativos de TI (ITAM), CMDB e governança precisam evoluir diante da expansão da IA agêntica nas empresas. A segunda edição foi realizada em 11 de agosto de 2026, em São Paulo, com apresentações de Bradesco, ServiceNow, Rede Globo, Vale, Symbios e 4MATT.

O evento avançou além da discussão tradicional sobre inventário, qualidade de dados e eficiência operacional. Os debates mostraram que ITAM e CMDB estão assumindo uma função mais estratégica: fornecer o contexto necessário para que empresas possam controlar custos, avaliar riscos, atender requisitos regulatórios e escalar o uso de inteligência artificial com maior segurança.

A programação de 11 de agosto foi realizada em duas sessões. Pela manhã, o Fórum recebeu executivos e profissionais dos setores financeiro e de seguros, com discussões sobre contratação de tecnologia, segurança, risco, conformidade e resiliência operacional. À tarde, a agenda foi ampliada para todas as indústrias, com apresentações sobre IA agêntica, Enterprise Asset Management (EAM), gestão de ativos de software (SAM) e de hardware (HAM), evolução de CMDB e novos modelos de governança de inteligência artificial.

Fórum ITAM & CMDB +AI 2026

Quem apresentou no Fórum ITAM & CMDB + AI 2026

O Fórum teve sete apresentações, combinando experiências reais de grandes empresas brasileiras, visão de plataforma e perspectivas sobre governança da inteligência artificial.

Palestrante Empresa Tema central
Hassã Orra e Reginaldo Mendes Bradesco Criação da Tribo de Contratações de Tecnologia e evolução do processo para reduzir lead time de contratação e contratos vencidos.
Aline Grotewold Bueno ServiceNow CMDB como fundação para segurança, risco e resiliência operacional, incluindo os pilares do DORA (Digital Operational Resilience Act) e a priorização de vulnerabilidades considerando impacto real ao negócio.
Thaina Maia Rede Globo Uso do ServiceNow EAM para gerenciamento de aproximadamente 120 mil ativos de mídia e evolução dos processos operacionais associados a esses ativos.
Equipe de CMDB Vale Uma década de evolução do CMDB, passando do inventário manual para uma base estratégica integrada ao CSDM, serviços de negócio e novas iniciativas de inteligência artificial.
Gustavo Zappi 4MATT O agente de IA como uma nova classe de ativo empresarial, com proprietário, custo, risco, dependências e ciclo de vida que precisam ser governados.
Ana Flavia Pimenta Braasch Symbios Governança de IA agêntica, diferenças entre copilotos e agentes autônomos, Shadow AI, regulamentação e princípios para adoção responsável da inteligência artificial.
Marcelo Theóphilo 4MATT Evolução do mercado de tecnologia e IA, novos desafios de custo e risco e uma proposta de governança federada colocando ITAM e CMDB no centro do modelo.

CMDB deixa de ser inventário e se torna infraestrutura de decisão

O case da Vale demonstrou de forma concreta a evolução do papel do CMDB. Ao longo de aproximadamente uma década, a organização avançou de processos predominantemente manuais para uma estrutura capaz de relacionar itens de configuração, aplicações, serviços e contexto de negócio. Esse movimento aproxima o CMDB do Common Service Data Model (CSDM) e amplia sua utilização em processos que vão muito além da gestão operacional da infraestrutura.

A apresentação de Aline Grotewold Bueno, da ServiceNow, reforçou essa perspectiva ao relacionar CMDB, segurança, risco e resiliência operacional. Quanto melhor o contexto sobre ativos, serviços e suas dependências, maior a capacidade da organização de compreender o impacto real de um incidente ou de uma vulnerabilidade — e isso muda a própria lógica de priorização.

Sem contexto, uma organização pode tentar corrigir milhares de vulnerabilidades utilizando apenas critérios técnicos. Em vez disso, as empresas podem utilizar o contexto do CMDB para identificar quais ativos suportam serviços críticos e quais exposições representam efetivamente maior risco para o negócio, concentrando esforços onde o risco empresarial é maior. Essa relação entre ativo + configuração + serviço + risco amplia significativamente o papel estratégico de ITAM e CMDB.

O CMDB deixa, portanto, de responder apenas à pergunta “o que temos?” e passa a ajudar a responder “o que realmente importa para o negócio?”.

IA agêntica cria uma nova classe de ativo empresarial

Outro eixo central do Fórum foi a necessidade de rever o conceito tradicional de ativo de tecnologia. Hardware, software, aplicações SaaS e recursos de cloud já possuem processos relativamente consolidados de identificação, aquisição, controle, utilização e desativação. Com a chegada da IA agêntica, surge uma nova categoria de ativo que ainda não está coberta por esses processos.

A tese apresentada por Gustavo Zappi, Head de AI da 4MATT, é que um agente de IA possui atributos equivalentes aos de outros ativos tecnológicos gerenciados pelas organizações — e que, por isso, deveria entrar no mesmo ciclo de governança.

Dimensão de governança Ativo tradicional (hardware, software, SaaS, cloud) Agente de IA
Proprietário e finalidade Definidos em contrato, centro de custo e processo de aquisição Frequentemente indefinidos, pois o agente nasce dentro de uma área de negócio
Custo Licenças, usuários, capacidade contratada Tokens, chamadas de API, processamento e volume de atividades executadas
Acessos Credenciais e permissões de sistema Credenciais, permissões, ferramentas, dados, fontes de conhecimento e memória
Dependências Infraestrutura, aplicações e serviços Modelo de IA, integrações, aplicações e serviços de negócio
Controles Políticas de uso e compliance Guardrails e nível de autonomia definido
Comportamento Executa instruções determinísticas Interpreta informações, decide, usa ferramentas e executa ações
Ciclo de vida Aquisição, uso, renovação e desativação Criação, revisão, atualização de modelo e desativação

A diferença relevante está na última linha: um agente não apenas executa software. Ele pode interpretar informações, tomar decisões, utilizar ferramentas e realizar ações dentro do ambiente empresarial. É essa capacidade de agir que amplia a necessidade de governança e distingue a IA agêntica de qualquer ativo anterior.

“A IA está se tornando o novo Microsoft Office. Assim como uma geração inteira precisou aprender Word, Excel e PowerPoint para trabalhar de forma produtiva, agora profissionais e empresas terão de aprender a incorporar a IA ao trabalho cotidiano. Para os gestores de ativos de software, existe uma vantagem importante nessa comparação: nós já conhecemos o caminho. Precisamos descobrir onde a IA está sendo utilizada, quem é responsável por ela, quanto custa, quais riscos traz e como administrar seu ciclo de vida, assim como fazemos com outros ativos tecnológicos.”

— Marcelo Theóphilo, 4MATT

A comparação reforça um dos principais pontos discutidos no Fórum: embora a tecnologia seja nova, muitos dos fundamentos necessários para governá-la já existem. Inventário, ownership, custos, riscos, contratos e ciclo de vida continuam sendo disciplinas essenciais — agora aplicadas a uma nova classe de ativo.

Do Shadow IT ao Shadow AI

A apresentação de Ana Flavia Pimenta Braasch acrescentou outra dimensão ao debate: a velocidade com que ferramentas e agentes de inteligência artificial podem entrar nas organizações sem passar pelos modelos tradicionais de governança. O problema é semelhante ao fenômeno de Shadow IT e Shadow SaaS, mas potencialmente mais complexo.

No Shadow AI, colaboradores e áreas de negócio adotam modelos, copilotos ou agentes sem que Segurança, Arquitetura, ITAM, Compras ou Jurídico tenham visibilidade adequada sobre sua utilização. Quando esses agentes são capazes de acessar informações corporativas ou executar ações autonomamente, a falta de visibilidade deixa de representar apenas um problema de custo ou de licenciamento.

Passa também a envolver questões como:

  • acesso a dados sensíveis;
  • propriedade intelectual;
  • privacidade;
  • decisões automatizadas;
  • responsabilidade;
  • risco operacional;
  • compliance;
  • segurança.

Nesse cenário, descobrir quais agentes existem, quem é responsável por eles e quais recursos podem acessar passa a ser uma nova dimensão da gestão de ativos de TI, com implicações diretas para as áreas de Segurança e de gestão de ativos de software (SAM).

ITAM passa a controlar também o custo da IA agêntica

A inteligência artificial adiciona ainda um desafio financeiro. No software tradicional, grande parte dos custos pode ser associada a contratos, licenças, usuários ou capacidade contratada. Na IA generativa e agêntica, parte relevante do consumo varia de acordo com tokens, chamadas de API, processamento, modelos utilizados e volume de atividades executadas pelos agentes.

Isso aproxima a IA agêntica das discussões que FinOps trouxe para cloud: o consumo pode crescer rapidamente se não houver mecanismos de visibilidade, ownership e controle. Durante o Fórum, Marcelo Theóphilo apresentou esse cenário como uma extensão natural da responsabilidade de ITAM.

Se existe um ativo capaz de consumir recursos financeiros de forma contínua, ele precisa ter pelo menos proprietário, finalidade, custo, risco e ciclo de vida definidos. A gestão desse conjunto, porém, não pode depender exclusivamente de uma única área.

Governança de IA agêntica precisa ser federada

O encerramento do Fórum consolidou esse conceito por meio de uma proposta de governança federada da inteligência artificial. Em vez de criar uma área central responsável por todas as decisões relacionadas à IA, o modelo distribui responsabilidades entre diferentes funções corporativas.

Área Responsabilidade na governança de IA agêntica
Negócio Define o objetivo do agente e responde pelo resultado esperado
ITAM e CMDB Mantêm inventário, ownership, relacionamentos, custos e ciclo de vida
Segurança Avalia acessos, exposição, identidade e riscos
Arquitetura Define padrões técnicos, modelos, integrações e tecnologias permitidas
Compras e Jurídico Tratam contratos, fornecedores, propriedade intelectual e aspectos regulatórios

Esse desenho permite criar controles sem transformar governança em um obstáculo para inovação. O objetivo não é impedir a utilização de inteligência artificial, mas permitir que ela seja ampliada com rastreabilidade, responsabilidade e confiança.

Cases mostram a aplicação prática desses conceitos

Os cases apresentados durante o Fórum demonstraram que essa transformação já está acontecendo em ambientes empresariais complexos.

A Rede Globo apresentou sua jornada de gerenciamento de aproximadamente 120 mil ativos de mídia utilizando ServiceNow EAM, estruturando processos e aumentando a visibilidade sobre ativos que fazem parte diretamente da operação de produção de conteúdo.

O Bradesco mostrou a criação de uma Tribo de Contratações de Tecnologia para transformar um processo crítico de aquisição e gestão contratual, reduzindo lead times e ampliando o controle sobre contratos vencidos.

A Vale, por sua vez, apresentou uma visão de longo prazo sobre CMDB, demonstrando como uma disciplina inicialmente operacional pode evoluir até se tornar parte da arquitetura de serviços e da estratégia de dados da organização.

Nos projetos apresentados por Globo e Bradesco, a 4MATT participou como parceira de implementação, conectando arquitetura, plataforma e transformação dos processos. A companhia é ServiceNow Elite Partner no Brasil, conta com mais de 80 especialistas certificados e recebeu o Technology Excellence Partner Award 2024–2025 da ServiceNow.

O novo papel de ITAM e CMDB na era da IA agêntica

Historicamente, muitas organizações associaram ITAM principalmente a inventário, contratos e licenciamento, enquanto o CMDB era frequentemente tratado como uma necessidade operacional de ITSM. A expansão de cloud, SaaS, segurança e agora IA agêntica está ampliando essa responsabilidade.

ITAM passa a tratar não apenas o que a empresa possui, mas também:

  • quanto custa;
  • quem é responsável;
  • qual risco representa;
  • como está sendo utilizado;
  • quando deve ser retirado do ambiente.

O CMDB acrescenta o contexto:

  • onde está;
  • com o que se relaciona;
  • qual serviço suporta;
  • quais dependências possui;
  • qual seria o impacto de uma falha.

Juntos, ITAM e CMDB criam uma camada de contexto empresarial que se torna ainda mais relevante em ambientes orientados por inteligência artificial.

O que empresas podem fazer agora

Para organizações que já estão experimentando copilotos e agentes de IA, a discussão não precisa começar por uma grande estrutura de governança. Um primeiro passo pode ser identificar:

  1. quais agentes e soluções de IA já estão sendo utilizados;
  2. quem é responsável por cada iniciativa;
  3. quais dados e sistemas essas soluções acessam;
  4. quais modelos e fornecedores estão envolvidos;
  5. quais custos estão associados ao seu funcionamento;
  6. quais ações podem executar;
  7. qual risco representam para os serviços de negócio;
  8. qual é o processo para sua revisão ou desativação.

Esse inventário inicial permite transformar uma discussão abstrata sobre governança de IA agêntica em um processo operacional, executado sobre a mesma base de dados que sustenta a plataforma ServiceNow, ITAM e CMDB.

ITAM + CMDB + IA: contexto antes da automação

A principal conclusão do Fórum ITAM & CMDB + AI 2026 é que a capacidade de uma empresa utilizar inteligência artificial em escala depende cada vez mais da qualidade do contexto disponível para esses sistemas. Automação baseada em dados inconsistentes apenas executa decisões ruins mais rapidamente.

A IA agêntica torna essa questão ainda mais relevante porque os agentes podem interpretar informações e executar ações de forma crescente dentro dos processos empresariais. Por isso, ITAM e CMDB passam a ocupar uma posição estratégica na arquitetura de IA:

ITAM fornece controle.
CMDB fornece contexto.
Governança fornece confiança.
IA transforma esse conjunto em escala.

Perguntas frequentes sobre o Fórum ITAM & CMDB + AI 2026

O que é o Fórum ITAM & CMDB + AI?

O Fórum ITAM & CMDB + AI é um evento presencial promovido pela 4MATT que reúne clientes, especialistas e parceiros para discutir Gestão de Ativos de TI, CMDB, governança, segurança e inteligência artificial. Em 2026, o evento chegou à sua segunda edição.

Quando e onde foi o Fórum ITAM & CMDB + AI 2026?

A segunda edição do Fórum ITAM & CMDB + AI foi realizada em 11 de agosto de 2026, presencialmente em São Paulo (SP), em duas sessões: a manhã dedicada aos setores financeiro e de seguros, com foco em conformidade e resiliência operacional, e a tarde aberta a todas as indústrias.

Quais empresas participaram das apresentações?

A programação contou com representantes de Bradesco, ServiceNow, Rede Globo, Vale, Symbios e 4MATT, em sete apresentações que combinaram cases reais de clientes e discussões sobre tecnologia, risco e governança.

O que é IA agêntica?

IA agêntica é a categoria de inteligência artificial em que o software não apenas gera conteúdo ou responde perguntas, mas interpreta informações, toma decisões, utiliza ferramentas e executa ações dentro de um ambiente com algum grau de autonomia. É essa capacidade de agir que diferencia um agente de um copiloto.

Por que agentes de IA podem ser considerados ativos de TI?

Porque possuem características que precisam ser administradas ao longo de seu ciclo de vida, como proprietário, finalidade, custo, tecnologia utilizada, acessos, dependências e risco. Diferentemente de ativos tradicionais, porém, agentes também podem interpretar informações, tomar decisões e executar ações.

Qual é o papel do CMDB na governança da IA?

O CMDB fornece contexto sobre aplicações, infraestrutura, serviços e dependências utilizadas por soluções e agentes de IA. Esse relacionamento ajuda a entender impacto, criticidade e risco, além de apoiar processos de segurança e governança.

Qual é o papel do ITAM na gestão da inteligência artificial?

ITAM amplia seus processos para incluir agentes, modelos e serviços de IA no inventário tecnológico, associando ownership, custo, fornecedores, contratos, utilização, risco e ciclo de vida a cada iniciativa.

Como controlar o custo da IA agêntica?

O controle começa por atribuir proprietário e finalidade a cada agente e por medir o consumo real, que na IA agêntica varia conforme tokens, chamadas de API, processamento e volume de atividades executadas. É a mesma lógica que FinOps aplicou a cloud, agora sob responsabilidade de ITAM.

O que é Shadow AI?

Shadow AI é a utilização de ferramentas, modelos ou agentes de inteligência artificial sem visibilidade ou governança adequada das áreas responsáveis por tecnologia, segurança, arquitetura, compras ou compliance.

O que significa governança federada de IA?

É um modelo no qual diferentes áreas compartilham responsabilidades. Negócio responde pela finalidade e pelos resultados; ITAM e CMDB mantêm inventário e contexto; Segurança trata riscos e acessos; Arquitetura define padrões; e Compras e Jurídico controlam aspectos contratuais e regulatórios.

Por que ITAM e CMDB se tornam mais importantes com IA agêntica?

Porque agentes precisam de contexto para operar e de controles para serem utilizados com segurança. ITAM fornece visibilidade e governança sobre os ativos, enquanto o CMDB relaciona esses ativos aos sistemas, aplicações e serviços de negócio que eles podem impactar.