O mercado brasileiro de TI 2026 entra em uma fase de crescimento mais seletivo, orientado por eficiência operacional, inteligência artificial, segurança, nuvem, modernização de sistemas e governança de dados. Segundo o estudo ABES/IDC Mercado Brasileiro de Software — Panorama e Tendências 2026, o Brasil investiu US$ 67,8 bilhões em TI em 2025, alta de 18,5% sobre o ano anterior, mantendo-se como o maior mercado da América Latina e o 10º maior do mundo.
O que esperar do mercado brasileiro de TI em 2026
O mercado brasileiro de TI deve crescer 5,3% em 2026, após um avanço de 18,5% em 2025. A prioridade deixa de ser apenas expansão tecnológica e passa a ser captura de valor: automação, produtividade, segurança, nuvem, IA generativa, agentes de IA, gestão de dados e modernização da infraestrutura digital.
Mercado brasileiro de TI 2026 em números
Os dados do estudo ABES/IDC mostram um setor maduro, relevante e resiliente. Em 2025, o investimento total em TI — incluindo software, hardware e serviços — somou US$ 67,8 bilhões, mantendo o Brasil na 10ª posição do ranking global e na liderança da América Latina, com 38,4% dos US$ 176,6 bilhões investidos na região.
O crescimento brasileiro de 18,5% superou a média mundial de 14,1%, refletindo o avanço da digitalização corporativa, da adoção de nuvem, da modernização tecnológica e dos investimentos em inteligência artificial.
Somando TI e Telecom, o mercado brasileiro de TIC alcançou US$ 97 bilhões em 2025, posicionando o país como o 9º maior mercado global. Para 2026, a projeção indica desaceleração: crescimento de 5,3% em TI, 4,9% em TIC, 3,9% em Telecom e 4,6% em Business IT, em um ciclo marcado por seletividade, eficiência e maior disciplina na alocação de investimentos.
| Indicador | Brasil | Referência |
|---|---|---|
| Investimento em TI em 2025 | US$ 67,8 bi | 10º no mundo |
| Crescimento de TI em 2025 | 18,5% | Mundo: 14,1% |
| Participação na América Latina | 38,4% | 1º da região |
| Mercado TIC em 2025 | US$ 97 bi | 9º no mundo |
| Projeção de TI para 2026 | +5,3% | Mundo: +9,7% |
Software cresce mais rápido que hardware
Dentro dos US$ 67,8 bilhões investidos em 2025, o hardware ainda concentra a maior fatia do mercado, mas o software é o segmento que mais acelera — sinal típico de amadurecimento digital. O software cresceu 21,4% no ano, ritmo superior ao do hardware, que avançou 20,6%, e acima dos serviços de TI, que cresceram 9,7%.
| Segmento | Investimento 2025 | Participação | Crescimento |
|---|---|---|---|
| Hardware | US$ 32,5 bi | 47,9% | +20,6% |
| Software | US$ 21,7 bi | 32,1% | +21,4% |
| Serviços de TI | US$ 13,6 bi | 20,0% | +9,7% |
A tendência estrutural é a migração para modelos em nuvem. Em aplicações de CRM, o modelo cloud já representava 75,3% das licenças em 2025 e deve chegar a 77,2% em 2026. Em aplicações de conteúdo, a participação cloud deve alcançar 70,7% em 2026. Mesmo com esse avanço, ambientes híbridos continuam sendo a realidade operacional de muitas empresas, exigindo integração, governança e visibilidade de ativos.
Quem compra tecnologia no Brasil: setor financeiro lidera
Na perspectiva da demanda, o mercado de software e serviços movimentou US$ 35,4 bilhões em 2025. O setor financeiro permanece como o maior consumidor de tecnologia do país, respondendo por 25,4% do mercado. Somado a Serviços e Telecomunicações, com 24,3%, e Indústria, com 19,5%, forma um tripé que concentra aproximadamente 70% dos investimentos nacionais em software e serviços.
| Vertical | Investimento 2025 | Participação | Crescimento |
|---|---|---|---|
| Finanças | US$ 8,99 bi | 25,4% | +16,2% |
| Serviços e Telecom | US$ 8,61 bi | 24,3% | +17,9% |
| Indústria | US$ 6,92 bi | 19,5% | +20,3% |
| Varejo | US$ 3,53 bi | 10,0% | +8,1% |
| Setor Público | US$ 2,44 bi | 6,9% | +16,7% |
| Óleo e Gás | US$ 1,34 bi | 3,8% | +20,2% |
| Agronegócio | US$ 0,67 bi | 1,9% | +18,8% |
| Outros | US$ 2,91 bi | 8,2% | +13,1% |
Um mercado pulverizado e composto majoritariamente por pequenos negócios
O ecossistema brasileiro de software e serviços é formado por 41.613 empresas, mas sua base é predominantemente pequena. Microempresas representam 62,5% do total e pequenas empresas, 31,8% — juntas, 94,3% do setor. Empresas médias somam 3,4% e grandes organizações representam apenas 2,3%.
Por atividade, as prestadoras de serviços lideram, com 37,6% do total e 15.560 empresas identificadas. Em seguida aparecem distribuidoras de tecnologia, com 33,3% e 13.787 empresas, e desenvolvedoras de software, com 29,1% e 12.066 empresas.
Segurança, IA generativa e agentes de IA dominam a agenda de 2026
A agenda estratégica de TI no Brasil para 2026 é liderada por segurança e cloud security, mencionadas por 46% dos executivos consultados. Em seguida aparecem IA generativa, com 37%, IA e machine learning, com 27%, gestão de cloud e TI híbrida, com 25%, e agentic AI, com 23%.
| Tema estratégico | Menções |
|---|---|
| Segurança e Cloud Security | 46% |
| IA generativa | 37% |
| IA e Machine Learning | 27% |
| Hybrid IT e Cloud Management | 25% |
| Agentic AI | 23% |
| Cloud Infra, IaaS e PaaS | 17% |
| Cloud Apps e SaaS | 17% |
| Automação de processos | 14% |
| Managed Services e Outsourcing | 12% |
| App Dev e DevOps | 11% |
O dado reforça uma leitura importante: a pauta de IA avança rapidamente, mas ela não está isolada. Para gerar valor, IA generativa e agentes de IA dependem de segurança, nuvem, dados confiáveis, integração entre plataformas e maturidade operacional.
Iniciativas de negócio que direcionam TI em 2026
Do ponto de vista de negócio, as prioridades que mais direcionam investimentos de TI no Brasil em 2026 são automação de processos, aumento de produtividade e geração de receita por serviços digitais. O movimento mostra que a tecnologia deixa de ser apenas suporte operacional e passa a atuar como motor de crescimento, monetização e diferenciação competitiva.
| Iniciativa de negócio | Menções |
|---|---|
| Automação de processos | 41% |
| Aumentar produtividade | 35% |
| Receita de serviços digitais | 35% |
| Criar ou melhorar produtos | 28% |
| Privacidade de dados | 27% |
| Equilíbrio digital e físico na experiência do cliente | 22% |
| Aquisição e retenção de clientes | 21% |
| ESG | 20% |
Desafios para transformar tecnologia em resultado
Apesar do avanço dos investimentos, a digitalização ainda enfrenta barreiras relevantes. Os principais desafios apontados no estudo são mindset de inovação, cibersegurança e regulação, compliance e dados, sistemas legados, regulação setorial, falta de talentos, trabalho híbrido e metas ESG.
| Desafio | Menções |
|---|---|
| Mindset de inovação | 34% |
| Cibersegurança e regulação | 33% |
| Compliance e dados | 28% |
| Sistemas legados | 27% |
| Regulação setorial | 24% |
| Falta de talentos | 23% |
| Trabalho híbrido | 22% |
| Metas ESG | 20% |
Esses desafios explicam por que a agenda de 2026 não pode ser tratada apenas como adoção de novas tecnologias. O diferencial competitivo estará na capacidade de integrar dados, ativos, processos, segurança, automação e governança em uma arquitetura operacional consistente.
Para onde vão os investimentos em tecnologia em 2026
A IDC projeta que os serviços de TI seguem como uma das principais categorias de gasto, enquanto as maiores taxas de crescimento se concentram em IA, nuvem, aplicações de negócio, segurança e conectividade. A categoria de IA, considerando software e serviços, deve crescer 36,1% no ano, a maior aceleração entre os grupos analisados.
Nota metodológica: o quadro abaixo segue o recorte de tendências de investimento da IDC Trackers & Spending Guides, enquanto os dados consolidados de 2025 apresentados anteriormente seguem o IDC Worldwide Black Book. Por isso, os valores devem ser lidos como recortes de análise complementares, não como uma comparação linear entre bases.
| Categoria | Investimento 2026 estimado | Crescimento |
|---|---|---|
| Serviços de TI | US$ 13,5 bi | +9,8% |
| Aplicações de negócio, CRM, ERM, POA e SCM | US$ 7,9 bi | +20,2% |
| Nuvem pública, IaaS | US$ 3,4 bi | +20,5% |
| Segurança, hardware e software | US$ 2,3 bi | +19,2% |
| Redes e conectividade | US$ 2,0 bi | +20,9% |
| IA, software e serviços | US$ 1,9 bi | +36,1% |
| Infraestrutura tradicional, servidores e storage | US$ 1,2 bi | Recorte associado à modernização |
Distribuição regional dos investimentos em TI
Os investimentos em TI seguem concentrados no Sudeste, que representa 62,37% do mercado, seguido por Sul, com 15,86%, Centro-Oeste, com 10,96%, Nordeste, com 7,70%, e Norte, com 3,12%.
| Região | Participação |
|---|---|
| Sudeste | 62,37% |
| Sul | 15,86% |
| Centro-Oeste | 10,96% |
| Nordeste | 7,70% |
| Norte | 3,12% |
O movimento de longo prazo, porém, é de descentralização gradual. Entre 2012 e 2025, a participação do Sudeste caiu de 65% para 62%, enquanto o Sul subiu de 12% para 16%, o Nordeste avançou de 7% para 8% e o Norte passou de 2% para 3%.
O que os dados sinalizam para CIOs e líderes de tecnologia
Para além dos números, o estudo aponta uma mudança relevante de prioridade. As organizações que capturarão valor com tecnologia em 2026 não serão apenas as que definirem onde aplicar IA, nuvem ou segurança. Serão as que construírem as condições operacionais para executar essa agenda com governança, escala, confiabilidade e previsibilidade.
Isso exige dados confiáveis, inventário atualizado, visibilidade de ativos, integração entre sistemas, CMDB madura, gestão de ciclo de vida, automação de processos, segurança operacional e modernização de ambientes legados. Sem essa fundação, iniciativas de IA generativa e agentes de IA tendem a permanecer limitadas, com baixa escalabilidade e maior risco operacional.
É nessa camada de execução que a maturidade de plataforma faz diferença. Como ServiceNow Elite Partner no Brasil, reconhecida com o Technology Excellence Partner Award 2024–2025 e com mais de 80 especialistas certificados, a 4MATT atua na integração entre gestão de ativos de TI, ITAM, CMDB, CSDM, ITOM, automação e operações digitais — a base necessária para que a IA agêntica com governança opere com segurança, contexto e valor de negócio.
Perguntas frequentes sobre o mercado brasileiro de TI 2026
Qual é o tamanho do mercado brasileiro de TI?
O mercado brasileiro de TI atingiu US$ 67,8 bilhões em investimentos em 2025, considerando software, hardware e serviços. O Brasil permanece como o maior mercado de tecnologia da América Latina e ocupa a 10ª posição no ranking global.
Quanto o mercado brasileiro de TI deve crescer em 2026?
A projeção para 2026 é de crescimento de 5,3% em TI. O ritmo é menor que o registrado em 2025, indicando uma fase de maior seletividade, eficiência operacional e foco em retorno sobre investimento.
Quais são as principais tendências de TI para 2026 no Brasil?
As principais tendências são segurança e cloud security, IA generativa, IA e machine learning, gestão de TI híbrida e nuvem, agentic AI, aplicações SaaS, automação de processos, managed services, outsourcing, App Dev e DevOps.
Qual setor mais investe em tecnologia no Brasil?
O setor financeiro lidera os investimentos em software e serviços no Brasil, com 25,4% de participação. Em seguida aparecem Serviços e Telecomunicações, Indústria, Varejo, Setor Público, Óleo e Gás e Agronegócio.
Por que CMDB, ITAM e governança de dados são importantes para IA?
CMDB, ITAM e governança de dados criam a base de confiança necessária para iniciativas de IA. Elas ajudam a organizar ativos, serviços, relacionamentos, riscos, custos e dependências operacionais, permitindo que automações e agentes de IA atuem com mais contexto, segurança e rastreabilidade.
Conclusão
O mercado brasileiro de TI 2026 será marcado por crescimento seletivo, pressão por eficiência e aceleração de investimentos em segurança, IA, nuvem, aplicações de negócio e serviços de TI. A principal agenda executiva não será apenas adotar novas tecnologias, mas estruturar a base operacional para que essas tecnologias entreguem resultado mensurável.
Para empresas que operam ambientes complexos, essa base passa por governança de ativos, CMDB confiável, automação, observabilidade, integração de dados e plataformas capazes de conectar estratégia, operação e execução. Essa é a fronteira entre investir em tecnologia e transformar tecnologia em vantagem competitiva.